quinta-feira, 20 de junho de 2013

O GIGANTE DESPERTOU...

Os acontecimentos dos últimos dias nos levam inevitavelmente a uma reflexão sobre os manifestos e a um questionamento acerca do fato de que se, como cristãos, devemos ou não participar desse clamor público.
Em virtude disso, resolvi arriscar-me a escrever algumas linhas posicionando-me acerca do assunto.
Minha percepção, à luz das Escrituras, é a de que o verdadeiro "cristão" deve ser o "melhor" cidadão onde quer que esteja.
O trabalhador cristão deve ser honesto em sua relação com seu empregador "Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens" (Colossenses 3:22 e 23) e da mesma forma, o patrão cristão deve agir com lisura para com os seus empregados "Vós, senhores, fazei o que for de justiça e equidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus." (Colossenses 4:1). Portanto, o cristão, mais do que ninguém, deve lutar e defender a justiça social, o respeito às minorias a ética e a moral.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5.6). Martyn Lloyd-Jones escreveu a esse respeito dizendo que "Jesus está ensinando que devemos envidar todos os nossos esforços em busca de uma vida reta, íntegra, justa. Ele mostra que da mesma forma que um faminto faz qualquer coisa para ter a sua fome saciada, assim também o cidadão do reino de Deus deveria fazer em relação à justiça"
Diante do exposto, creio ser legítimo levantarmos nossa voz contra as injustiças e opressões dos governantes. Cobrarmos daqueles que foram eleitos o cumprimento daquilo que prometeram. Que voltem os seus olhares para os pobres e que com justiça estabeleçam seus "tronos". Em um Estado Democrático devemos fazer nossa voz ouvida, mas dentro dos limites da legitimidade e da licitude. No entanto, não podemos esquecer de que em todo esse quadro, desponta-nos a maior necessidade que o ser humano tem que é gozar da paz e da justiça que vem do Trono do Altíssimo. Para isso, temos que levantar um brado e anunciar que nada neste mundo, nem sequer as injustiças, podem privar-nos, se já depositamos nossa fé em Jesus de gozarmos da equidade e da justiça que são alicerces do Reino do Messias.
Por isso, em todos esses acontecimentos, creio que mais ainda, do que protestar, cabe a nós orarmos pelo panorama que se apresenta diante de nós. Está claro que grande parte do povo se cansou da "classe dominante e partidária" que governa nosso país nesses últimos 18 anos e "clama" por um novo nome, um novo partido, uma nova cara!
O que fazer diante dessa expectativa?
Orar!
"...Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade..." I Timóteo 2:1 a 4
Queremos ter uma vida sossegada?
Oremos!!!
Já imaginou na próxima eleição, em 2014, termos um homem ou uma mulher com o temor de Deus no coração?
Levantemos, pois, um clamor a Deus por alguém que tenha ao menos em sua vida o temor ao Deus Vivo!
Enquanto isso não ocorre, levantemos o nosso clamor contra a opressão e a injustiça dos atuais governantes!
Que essa voz não se cale!!!
E que o gigante não volte a dormir...

Pr. Joel

2 comentários:

Anônimo disse...

Sábias palavras Pastor, que o povo de Deus entenda e pratique a verdadeira vontade do Nosso Senhor!!!

Wesley Motta disse...

Nossa melhor arma, oração!